É um lugar longe, no imaginário
Se sente mais perto da realidade
Foge de si mesmo e da abstração
Pronto pra conhecer o itinerário
Correndo pra fugir da insanidade
E achar os postes de iluminação
Acha o interruptor pra acender
Mas leva dois ou três choques
Na entrada do túnel, pisca a luz
E não consegue mais entender
De repente sente um toque
Então começa a descer da cruz
O que era tão confortável
Incomoda ao abrir as pálpebras
Fica escuro mais uma vez
Vê o uniforme branco e afável
“Quem mandou me acordar?”
Esbraveja toda a insensatez
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