É um lugar longe, no imaginário
Se sente mais perto da realidade
Foge de si mesmo e da abstração
Pronto pra conhecer o itinerário
Correndo pra fugir da insanidade
E achar os postes de iluminação
Acha o interruptor pra acender
Mas leva dois ou três choques
Na entrada do túnel, pisca a luz
E não consegue mais entender
De repente sente um toque
Então começa a descer da cruz
O que era tão confortável
Incomoda ao abrir as pálpebras
Fica escuro mais uma vez
Vê o uniforme branco e afável
“Quem mandou me acordar?”
Esbraveja toda a insensatez
sábado, 30 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Hellraiser
“Até Deus tem um inferno particular. Seu amor pelos homens” – Friedrich Nietzsche
Vivo em um mundo doente
Sorriso, gentilezas e presentes
Vem em embalagens bonitas
Mas tem gosto de isopor
Assisto ao filme hellraiser
Parece mesmo com a vida real
Nosso inferno particular
Cenobitas de estimação
Prende-te pelos ossos
Você de um lado da corrente
E do outro, dor e prazer
Não é possível se soltar
Não te deixa mais opção
Eu sei, nos acostumamos
Tão fácil que não notamos
“Pra que serve a dor,
se eu não sinto nada?”
O vício é o que nos fortalece
Criamos um corpo ausente
E uma cabeça abstrata
Deixa-nos sempre mais fracos
Pra fingir que somos forte
Vivo em um mundo doente
Sorriso, gentilezas e presentes
Vem em embalagens bonitas
Mas tem gosto de isopor
Assisto ao filme hellraiser
Parece mesmo com a vida real
Nosso inferno particular
Cenobitas de estimação
Prende-te pelos ossos
Você de um lado da corrente
E do outro, dor e prazer
Não é possível se soltar
Não te deixa mais opção
Eu sei, nos acostumamos
Tão fácil que não notamos
“Pra que serve a dor,
se eu não sinto nada?”
O vício é o que nos fortalece
Criamos um corpo ausente
E uma cabeça abstrata
Deixa-nos sempre mais fracos
Pra fingir que somos forte
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Múmia
Tratar as pessoas como se tivessem dito o que fazer
O mal que fez a si mesmo, sempre rogado, desejando
Por mais silêncio que pudesse haver
Não era só por mim
Suportar as tarjas, censuras e escolhas
Em tudo há consequência
Tente aceitar a sua...
Assuma o que é teu
Para outros todo mal
Como é fácil apontar
Este é o seu melhor
Tudo que pode demonstrar?
Eu sei nunca vai ouvir
Que Deus é esse o seu?
Que reza só pra si!
Ainda bem que insisti em esperar o pior
E ver em copos vazios uma escolha melhor
Não exercer o poder, vindo de ideias tão burras
E aceitar que você podia ser muito mais
Talvez tenha sido cego
Mas continuei por paixão
Se o dinheiro não veio, e ninguém pode pagar
Não precisava ter feito, o que fez!
Tente outra vez
(Ou esqueça pra sempre)
Tornar melhor
(Você acha que pode?)
Tente outra vez
(Outra oportunidade)
Letra da música Múmia da banda Dead Fish (http://letras.terra.com.br/dead-fish/1597252/)
O mal que fez a si mesmo, sempre rogado, desejando
Por mais silêncio que pudesse haver
Não era só por mim
Suportar as tarjas, censuras e escolhas
Em tudo há consequência
Tente aceitar a sua...
Assuma o que é teu
Para outros todo mal
Como é fácil apontar
Este é o seu melhor
Tudo que pode demonstrar?
Eu sei nunca vai ouvir
Que Deus é esse o seu?
Que reza só pra si!
Ainda bem que insisti em esperar o pior
E ver em copos vazios uma escolha melhor
Não exercer o poder, vindo de ideias tão burras
E aceitar que você podia ser muito mais
Talvez tenha sido cego
Mas continuei por paixão
Se o dinheiro não veio, e ninguém pode pagar
Não precisava ter feito, o que fez!
Tente outra vez
(Ou esqueça pra sempre)
Tornar melhor
(Você acha que pode?)
Tente outra vez
(Outra oportunidade)
Letra da música Múmia da banda Dead Fish (http://letras.terra.com.br/dead-fish/1597252/)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Agradeço ao meu passado (II)
Vislumbro o mármore sépio do banheiro
Tal qual se mistura com meu cérebro
Sempre frio, calculado e agnóstico
E não mais conseguirei separá-los
Descrença e razão, prático ou teórico
Com o rosto grudado no chão gelado
Vejo flashes resumidos de minha vida
Os que me ensinaram a estar em pé
Mas porque estou deitado aqui?
Seria nostalgia dos meus erros saudáveis?
Não sei dizer, eu nunca sei...
Então levanto e me olho no espelho
Penso “Agradeço ao meu passado”
Em conclusão, me encontro feliz
De tempos em tempos vou lembrar
O que me trouxe até esse lugar
E me deixou mais forte
Tal qual se mistura com meu cérebro
Sempre frio, calculado e agnóstico
E não mais conseguirei separá-los
Descrença e razão, prático ou teórico
Com o rosto grudado no chão gelado
Vejo flashes resumidos de minha vida
Os que me ensinaram a estar em pé
Mas porque estou deitado aqui?
Seria nostalgia dos meus erros saudáveis?
Não sei dizer, eu nunca sei...
Então levanto e me olho no espelho
Penso “Agradeço ao meu passado”
Em conclusão, me encontro feliz
De tempos em tempos vou lembrar
O que me trouxe até esse lugar
E me deixou mais forte
domingo, 24 de julho de 2011
Sobre hienas e leopardos
As hienas ainda conseguem rir
Da piada que foi contada várias vezes
E você parece tanto com elas
Apenas ri pra esquecer o que te prende
E sabe o porquê de estar ali
Ri alto e com os olhos bem fechados
Não vê os leopardos a espreita
E quando eles roubarem seu sorriso
Será o fim dos comediantes
Eu sei você é a hiena
Por que não quer mais chorar
E finge não se importar
Em viver fugindo dos leopardos
Da piada que foi contada várias vezes
E você parece tanto com elas
Apenas ri pra esquecer o que te prende
E sabe o porquê de estar ali
Ri alto e com os olhos bem fechados
Não vê os leopardos a espreita
E quando eles roubarem seu sorriso
Será o fim dos comediantes
Eu sei você é a hiena
Por que não quer mais chorar
E finge não se importar
Em viver fugindo dos leopardos
sábado, 23 de julho de 2011
Agradeço ao meu passado
Utópico ou não, eu acreditei
Estrofe maldita que inventei
“O café desce, o amargo fica”
Já dizia a fase de um escritor
Ser sincero me complica
Garganta seca por blasfemar
Cético demais pra argumentar
Vejo no reflexo do espelho
O silêncio que deixei pra trás
E uma lista de conselhos
Se tudo aconteceu desse jeito
Se tudo mudou e ficou estreito
Se agora mostro os dentes
Eu só agradeço ao meu passado
Hoje as coisas são diferentes
Estrofe maldita que inventei
“O café desce, o amargo fica”
Já dizia a fase de um escritor
Ser sincero me complica
Garganta seca por blasfemar
Cético demais pra argumentar
Vejo no reflexo do espelho
O silêncio que deixei pra trás
E uma lista de conselhos
Se tudo aconteceu desse jeito
Se tudo mudou e ficou estreito
Se agora mostro os dentes
Eu só agradeço ao meu passado
Hoje as coisas são diferentes
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Hoje eu mataria um poeta II
Eu escrevo coisas que ninguém entende,
mas é nisso em que consiste a arte,
fingir que tem uma mensagem,
fingir que entendemos
Espera aí... Quem faz arte é artista
eu estou aqui me expressando
de uma forma até errônea
agora eu já não sei
Tem gente que gosta do que escrevo
pelo menos é o que eu acho
é o que o blogspot diz
tenho seguidores
Ou será que devo agradecer aos amigos
por manter esse vício e mim?
por matar mais um poeta?
Enfim, são meus diários, espero que odeiem
do fundo das suas almas e sempre voltem
pra odiar ainda mais!
mas é nisso em que consiste a arte,
fingir que tem uma mensagem,
fingir que entendemos
Espera aí... Quem faz arte é artista
eu estou aqui me expressando
de uma forma até errônea
agora eu já não sei
Tem gente que gosta do que escrevo
pelo menos é o que eu acho
é o que o blogspot diz
tenho seguidores
Ou será que devo agradecer aos amigos
por manter esse vício e mim?
por matar mais um poeta?
Enfim, são meus diários, espero que odeiem
do fundo das suas almas e sempre voltem
pra odiar ainda mais!
terça-feira, 19 de julho de 2011
Episódio
“Não era tão plausível a meu ver
Por favor, fique um pouco mais – ela falou
Suas palavras são tão bonitas – continuou
Ofereceu-me mais um café
Um copo de água suja cairia bem – pensei
Sua falsidade me insulta – vomitei sinceridade”
(...)
Sai das trincheiras
Arame farpado corta a carne
Botas molhadas lixam os pés
Lança chamas queima meus braços
Cruzei fronteiras
Enfrentei a contradição
Orgulho de não ser como você
Sou tão sincero quanto você é falsa
Por favor, fique um pouco mais – ela falou
Suas palavras são tão bonitas – continuou
Ofereceu-me mais um café
Um copo de água suja cairia bem – pensei
Sua falsidade me insulta – vomitei sinceridade”
(...)
Sai das trincheiras
Arame farpado corta a carne
Botas molhadas lixam os pés
Lança chamas queima meus braços
Cruzei fronteiras
Enfrentei a contradição
Orgulho de não ser como você
Sou tão sincero quanto você é falsa
domingo, 17 de julho de 2011
Não Me Diz Nada!
Um milhão de histórias contadas
Para desencadear reações
O dominó foi ao chão
E toda a trilha também
E ninguém sabe o por quê
O simples fato de entreter
Sem agregar críticas
O trapezista segura a vara
Para atravessar a corda bamba
Um passo em falso, o chão
A corda toda, alguns aplausos
E ninguém sabe o por quê
O simples fato de entreter
Sem agregar críticas
Futebol, novelas, big brothers
Dinheiro e senso comum
Mas, o que isso importa?
Nunca me disse nada
Não me diz nada...
Não mesmo...
Não!
Para desencadear reações
O dominó foi ao chão
E toda a trilha também
E ninguém sabe o por quê
O simples fato de entreter
Sem agregar críticas
O trapezista segura a vara
Para atravessar a corda bamba
Um passo em falso, o chão
A corda toda, alguns aplausos
E ninguém sabe o por quê
O simples fato de entreter
Sem agregar críticas
Futebol, novelas, big brothers
Dinheiro e senso comum
Mas, o que isso importa?
Nunca me disse nada
Não me diz nada...
Não mesmo...
Não!
Arquivo X
Dentro de nós mesmos nos escondemos,
o tempo passa e criamos uma casca
pra nos proteger do que não nos ataca.
O que perdemos?
Minto pra mim mesmo e ainda acredito,
memória vagabunda, historia de outrora,
vivia o passado e nunca o agora.
Profanamos a vida, congelamos os olhos,
cortamos a pele e fica a marca
pra nos perder na ponta da faca.
O que seremos?
Sou tão Nietzsche, já fui São Tomé,
estive na caverna, mudo a toda hora,
Mas a verdade está lá fora!
o tempo passa e criamos uma casca
pra nos proteger do que não nos ataca.
O que perdemos?
Minto pra mim mesmo e ainda acredito,
memória vagabunda, historia de outrora,
vivia o passado e nunca o agora.
Profanamos a vida, congelamos os olhos,
cortamos a pele e fica a marca
pra nos perder na ponta da faca.
O que seremos?
Sou tão Nietzsche, já fui São Tomé,
estive na caverna, mudo a toda hora,
Mas a verdade está lá fora!
sábado, 16 de julho de 2011
Sugar Kane
Outra vez me pego a pensar
O meu vício se faz virtude?
Sou viciado por escrever,
Fazer com que tudo mude
Sempre sedento por mais
Sei lá, algo que ainda vivi
Talvez eu só quisesse beber
Escutar meus CDs de rock
Chegar perto do limite
Saber se o amanhã existe,
Ver se o amanhã é eterno,
Ou será que nunca começou?
E dizer que vivi como quis
O meu vício se faz virtude?
Sou viciado por escrever,
Fazer com que tudo mude
Sempre sedento por mais
Sei lá, algo que ainda vivi
Talvez eu só quisesse beber
Escutar meus CDs de rock
Chegar perto do limite
Saber se o amanhã existe,
Ver se o amanhã é eterno,
Ou será que nunca começou?
E dizer que vivi como quis
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Quase Hippie
Para respirar ar puro
Fugimos dessa cidade
Pedalando por aí
Sentimos mais seguros
Aproveitando a liberdade
Vamos nos descobrir
Estou vivo por inteiro
Faço parte da paisagem
O vento bate no rosto
Contemplo esse passeio
Você é a melhor viagem
Perco-me com seu gosto
Deitamos na grama
Esquecemos do mundo
Queremos paz e amor
Seu sorriso proclama
Anestesia-me por segundos
Vamos ver o sol se por
Fugimos dessa cidade
Pedalando por aí
Sentimos mais seguros
Aproveitando a liberdade
Vamos nos descobrir
Estou vivo por inteiro
Faço parte da paisagem
O vento bate no rosto
Contemplo esse passeio
Você é a melhor viagem
Perco-me com seu gosto
Deitamos na grama
Esquecemos do mundo
Queremos paz e amor
Seu sorriso proclama
Anestesia-me por segundos
Vamos ver o sol se por
quarta-feira, 13 de julho de 2011
13/07: Vida longa ao rock'n roll!
LONG LIVE ROCK N'ROLL
At the end of the dream
If you know where I mean
When the mist just starts to clear
In a similar way
At the end of today
I could feel the sound
Of writing on the wall
It cries for you
It's the least that you can do
Like a spiral on the wind
I can hear it screaming in my mind
Chorus:
Long live rock'n'roll
Long live rock'n'roll
Long live rock'n'roll
In a different time
When the words didn't rhyme
You could never quite be sure
Then on with the change
It was simple but strange
And you knew the feeling
Seemed to say it all
It cries for you
It's the least that you can do
Like a spiral on the wind
I can hear it screaming in my mind
(Chorus)
If you suddenly see
What was happened with me
You should spread the word around
And tell everyone here
That it's perfectly clear
They can sail above it all
On what they've found
It cries for you
It's the least that you can do
Like a spiral on the wind
I can hear it screaming in my mind
(...)
Let it live, let it live, let it live, let it live
Valeu Blackmore, valeu Dio, Valeu Rainbow!
At the end of the dream
If you know where I mean
When the mist just starts to clear
In a similar way
At the end of today
I could feel the sound
Of writing on the wall
It cries for you
It's the least that you can do
Like a spiral on the wind
I can hear it screaming in my mind
Chorus:
Long live rock'n'roll
Long live rock'n'roll
Long live rock'n'roll
In a different time
When the words didn't rhyme
You could never quite be sure
Then on with the change
It was simple but strange
And you knew the feeling
Seemed to say it all
It cries for you
It's the least that you can do
Like a spiral on the wind
I can hear it screaming in my mind
(Chorus)
If you suddenly see
What was happened with me
You should spread the word around
And tell everyone here
That it's perfectly clear
They can sail above it all
On what they've found
It cries for you
It's the least that you can do
Like a spiral on the wind
I can hear it screaming in my mind
(...)
Let it live, let it live, let it live, let it live
Valeu Blackmore, valeu Dio, Valeu Rainbow!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Outdoor
Um rosto bonito no outdoor
Arranca um sorriso sincero
E a inocência das crianças
Tudo à venda ao nosso redor
O título é bem convidativo
E dispensam-se descrições
Mas já sabemos o conteúdo
Mais fútil e nada criativo
Fingimos gostar como tudo
Como o que pode ser vendido
Enfiam-nos goela abaixo
Nessa moda eu não me encaixo
Eu não quero ser alternativo
Não me diz nada esse epílogo
Esqueceu o que foi dito antes?
O prólogo ainda é importante
Uma imagem vale mais que mil caráter
Arranca um sorriso sincero
E a inocência das crianças
Tudo à venda ao nosso redor
O título é bem convidativo
E dispensam-se descrições
Mas já sabemos o conteúdo
Mais fútil e nada criativo
Fingimos gostar como tudo
Como o que pode ser vendido
Enfiam-nos goela abaixo
Nessa moda eu não me encaixo
Eu não quero ser alternativo
Não me diz nada esse epílogo
Esqueceu o que foi dito antes?
O prólogo ainda é importante
Uma imagem vale mais que mil caráter
sábado, 9 de julho de 2011
Coração Insano II
E quando o caminho é incerto
Sou antônimo de mim mesmo
Pois não quero viver a esmo
Sei, não estou sendo coerente
Vou usar minha diplomacia política
Eu começo a revidar auto-criticas
Porque eu não posso ser assim?
Diferente desse mundo vil e banal
Sim, sou excêntrico, mas racional
Penduro meu tênis nos fios de luz
Descanso meus ossos no invisível
Quero ficar calmo, sou tão vivo
Sou antônimo de mim mesmo
Pois não quero viver a esmo
Sei, não estou sendo coerente
Vou usar minha diplomacia política
Eu começo a revidar auto-criticas
Porque eu não posso ser assim?
Diferente desse mundo vil e banal
Sim, sou excêntrico, mas racional
Penduro meu tênis nos fios de luz
Descanso meus ossos no invisível
Quero ficar calmo, sou tão vivo
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Experiência
Oh céus, livre-me de mim mesmo
E também desse sabor nefasto
Por muito tempo eu me arrasto
Nesse chão agora tão áspero
Espectros invandem meu peito
Tento respirar o ar já rarefeito
Fumaça sépia queima as narinas
Uma luz corrói a minha retina
A voz que entra pelas frestas
Chame-me estridentemente
Mão fria me puxa e infecta
Saio desse corpo de repente
Sorriso póstumo em meu rosto
Pálpebras se fecham lívidas
Para acordar do lado oposto
É hora de viver minha vida
E também desse sabor nefasto
Por muito tempo eu me arrasto
Nesse chão agora tão áspero
Espectros invandem meu peito
Tento respirar o ar já rarefeito
Fumaça sépia queima as narinas
Uma luz corrói a minha retina
A voz que entra pelas frestas
Chame-me estridentemente
Mão fria me puxa e infecta
Saio desse corpo de repente
Sorriso póstumo em meu rosto
Pálpebras se fecham lívidas
Para acordar do lado oposto
É hora de viver minha vida
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Faz-me Alpendre
Faz-me alpendre nesta noite
o teu conforto é o que me protege
do relento quando me sinto dúbio
Criaremos nosso horizonte
pois nunca mais serei outro herege
encontrar-me-ei em sua constelação
A sombra não me assusta
sei que o sol reinará nessa manhã
abrirei os olhos pra contemplá-lo
Agora sei o quanto custa
não sou Eva, nem serpente ou maçã
Todavia tenho um paraíso pra cuidar
Então,
faz-me alpendre...
o teu conforto é o que me protege
do relento quando me sinto dúbio
Criaremos nosso horizonte
pois nunca mais serei outro herege
encontrar-me-ei em sua constelação
A sombra não me assusta
sei que o sol reinará nessa manhã
abrirei os olhos pra contemplá-lo
Agora sei o quanto custa
não sou Eva, nem serpente ou maçã
Todavia tenho um paraíso pra cuidar
Então,
faz-me alpendre...
sábado, 2 de julho de 2011
A Conquista do Céu
"Negar a existencia, sua sublime plenitude, é torná-la, em absoluto, merramente parcial" - Essa frase estava no encarte do CD Existência Parcial da banda Plastic Fire
Outrora sentei de frente para o precipício
olhei para trás e pensei se poderia voar
ou jogar lá de cima todos esses vícios...
E perder o que por vezes busquei no radar?
Preferi vislumbrar o céu com os pés no chão
as lunetas procurarão as estrelas na noite
e elas de precipícios caírão em tentação...
É hora de fazer pedidos, é o fim do açoite
Sou muito mais forte que uma simples dor
não vou me anestesiar por alguns segundos
enfrento o inferno insano e esse calor...
A lira será tocada ao vencer esse mundo
Outrora sentei de frente para o precipício
olhei para trás e pensei se poderia voar
ou jogar lá de cima todos esses vícios...
E perder o que por vezes busquei no radar?
Preferi vislumbrar o céu com os pés no chão
as lunetas procurarão as estrelas na noite
e elas de precipícios caírão em tentação...
É hora de fazer pedidos, é o fim do açoite
Sou muito mais forte que uma simples dor
não vou me anestesiar por alguns segundos
enfrento o inferno insano e esse calor...
A lira será tocada ao vencer esse mundo
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Ainda Não Sei
Vivemos em tempos estranhos,
pessoas se matam pelas ruas,
destroem uma porção de sonhos
e para alguns a vida continua
Vivemos em tempos estranhos,
temos a escolha de acreditar
em nós ou em deuses viciados,
tentamos não estar errados
Hoje ocultamos todas as dores
mas a marca nos nossos rostos
sempre nos faz fechar os punhos
e dizer que somos jogadores
Olhe em volta e veja o que há,
propaganda, sociedade e bens,
tão cegos somos nossos reféns
Leia A revolução dos bichos
Alguns ainda acreditam,
outros não conseguem
E Eu? Vivo nas trincheiras
E Eu? Juro, ainda não sei
pessoas se matam pelas ruas,
destroem uma porção de sonhos
e para alguns a vida continua
Vivemos em tempos estranhos,
temos a escolha de acreditar
em nós ou em deuses viciados,
tentamos não estar errados
Hoje ocultamos todas as dores
mas a marca nos nossos rostos
sempre nos faz fechar os punhos
e dizer que somos jogadores
Olhe em volta e veja o que há,
propaganda, sociedade e bens,
tão cegos somos nossos reféns
Leia A revolução dos bichos
Alguns ainda acreditam,
outros não conseguem
E Eu? Vivo nas trincheiras
E Eu? Juro, ainda não sei
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