“Até Deus tem um inferno particular. Seu amor pelos homens” – Friedrich Nietzsche
Vivo em um mundo doente
Sorriso, gentilezas e presentes
Vem em embalagens bonitas
Mas tem gosto de isopor
Assisto ao filme hellraiser
Parece mesmo com a vida real
Nosso inferno particular
Cenobitas de estimação
Prende-te pelos ossos
Você de um lado da corrente
E do outro, dor e prazer
Não é possível se soltar
Não te deixa mais opção
Eu sei, nos acostumamos
Tão fácil que não notamos
“Pra que serve a dor,
se eu não sinto nada?”
O vício é o que nos fortalece
Criamos um corpo ausente
E uma cabeça abstrata
Deixa-nos sempre mais fracos
Pra fingir que somos forte
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