A vida é como uma carona sem destino
a direção é até simples, só depende da sorte,
mas nunca vai aonde você quer...
sábado, 31 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Ultima dose
Senti minha garganta pedindo por mais
Corri para o balcão sujo e cheio de pó
Olhei para a prateleira de álcool antes de pedir
Fechei os olhos e desejei ter uma caixa de fósforos
Para que quando eu os abrisse visse tudo explodir
(...)
Ultima dose, quase vinte e cinco
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Ciclorama
Por
vezes nos vemos no fundo
No
fundo de um copo
Sei
lá, isso soa como vício
De
sair de dentro dele
De
dizer que conseguimos
E
de repente outro início
Pois
é, a vida é assim
Nos
dias pares a gente perde
E
nos impares até que não
São
divididos em vencer e tentar
Só
em tentar já nos sentimos bem
E
acostumados esquecemos a preocupação
Então
nos vemos felizes
Então
chega a hora de comemorar
Apenas
por não termos perdido
Começamos
um novo ciclo
Outra
vez o fundo do copo
E
outra vez nada mais tem sentido
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Sempre Esteve Aqui
Sempre esteve aqui
Mas a ignorância foi procurar ao longe
Não digo que foi tudo em vão
Coisas boas ainda posso guardar
Eu sei, essa não é a questão
O fato é onde encontrar
Na verdade eu nunca perdi
Pois sempre esteve aqui
Sempre esteve aqui
E eu volto a senti-la novamente
Minha alma em estado evidente
Um sábado com gosto a mais
O domingo com sorriso escancarado
Dizem que eu não sou tão errado
Dizem que posso viver como eu quiser
Pois sempre esteve aqui
Felicidade!
sábado, 17 de dezembro de 2011
Me Ensina?
Preciso acordar e não me notar,
Preciso vencer sem sequer ganhar
Preciso precisar sem sequer ter
Eu quero ser e não perceber
Por te amar e não te ter
Entender sem estudar
Me ensina a tirar essas marcas
e encontrar o meu verdadeiro
Me ensina?
Vou te olhar de frente então
Enfrentar a contradição
Sem minha máscara vou sorrir.
Marcas de uma educação
Ranços de uma herança que se vão
O poder de observar...
observar e não ter poder
O verbo que devo calar
As palavras que você não vai ler.
Me ensina a tirar essas marcas
E encontrar o meu verdadeiro
Me ensina?
E agora amor, vou poder ser feliz
Esqueci teu nome
Seremos eu de verdade
Esqueci meu nome
E aprenderemos diariamente a desaprender
e a viver como realmente somos!
Preciso vencer sem sequer ganhar
Preciso precisar sem sequer ter
Eu quero ser e não perceber
Por te amar e não te ter
Entender sem estudar
Me ensina a tirar essas marcas
e encontrar o meu verdadeiro
Me ensina?
Vou te olhar de frente então
Enfrentar a contradição
Sem minha máscara vou sorrir.
Marcas de uma educação
Ranços de uma herança que se vão
O poder de observar...
observar e não ter poder
O verbo que devo calar
As palavras que você não vai ler.
Me ensina a tirar essas marcas
E encontrar o meu verdadeiro
Me ensina?
E agora amor, vou poder ser feliz
Esqueci teu nome
Seremos eu de verdade
Esqueci meu nome
E aprenderemos diariamente a desaprender
e a viver como realmente somos!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Redenção
Estou farto
Estou farto dessa história
Dos mesmos personagens
Do mesmo texto
Das mesmas interpretações
De quererem mudar a minha essência
De tentar manter minha a paciência
Por que um dia ela vai acabar
Redenção...
Estou cansado
Estou cansado demais pra argumentar
De ver as suas críticas sem coerência
De conviver com sua benevolência
Que não chega a lugar nenhum...
Sinto muito, não quero ser comum
E sustentar uma vida clichê
Tão incompatível com o que sei
Redenção...
Estou de joelhos
Estou de joelhos, mas não quero estar
No espelho o reflexo das mãos dadas
Mas agora prefiro estar sozinho
Do que pessoas mudem o meu caminho
Vem-me a cabeça Free
Bird do Lynyrd
Sinceridade quer sentir e seguir o coração
Então abro os meus braços em redenção
Redenção...
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
(Não) Sou Eu
“...Se tenho orgulho é de enfrentar os meus demônios,
pois assim sei que
meus deuses me guiam...”
Dezenas de Bukovskis
E eu estou no meio deles
Lembro do Clube da Luta
Pareço tão comum quanto Jack
Memórias com gosto de cinza
Acendo o primeiro cigarro
Que não vai ser levado a boca
Dos dedos pra fora da janela do carro
Prazer nefasto de outra bebida
Pra preencher o corpo magro
E tentar disfarçar a cara abatida
Não era pra ser assim, não mesmo
O meu reflexo no retrovisor
Dos dias que deixei pra trás
Meu jeito de declarar indiferença
Eu nunca vou ser a sua crença
Vou negar, pois este não sou eu
Sendo crucificado por sua compaixão
Morrer, ressuscitar e mudar
Definitivamente, este não sou eu
Deixo o pássaro comer o meu fígado
E Prometeu despencar do céu
Sei que amanhã estarei reconstituído
E o que vai ficar é o aprendizado
Chega dos dias de comodato
Agora o sorriso vai ser estampado
As pessoas que me deixam viver
Só posso dizer um muito obrigado
Definitivamente, este sim sou eu...
Assinar:
Postagens (Atom)