sábado, 10 de dezembro de 2011

Coelho Pacheco


(...)
O meu pensamento trabalha silencioso
Como se fosse o de Coelho Pacheco
E é tão diferente, tenso e penoso
Frente a esse meu coração seco:

“Não sei o que posso fazer desde então
O bom prelúdio ficou para trás
E agora vivo um interlúdio sagaz
Prefiro andar com a leitura da ficção

Mas tenho que sentir as batidas em meu peito
E elas não querem entrar em consenso
Com todas as coisas que penso
Percorro outro caminho imperfeito

Ecoa a frase: Sinto-me feliz
por haver tanta coisa que não compreendo
Contudo deixo a pele continuar ardendo
Porque eu não sei o que eu fiz...”

É ironia da vida, tentar e não conseguir
Na verdade quando você não consegue
É preciso escolher outro caminho a seguir
Diz sempre o mesmo “... não se apegue!” 

É ironia da vida, tentar e não conseguir
(...)

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