(...)
O meu pensamento trabalha silencioso
Como se fosse o de Coelho Pacheco
E é tão diferente, tenso e penoso
Frente a esse meu coração seco:
“Não sei o que posso fazer desde então
O bom prelúdio ficou para trás
E agora vivo um interlúdio sagaz
Prefiro andar com a leitura da ficção
Mas tenho que sentir as batidas em meu peito
E elas não querem entrar em consenso
Com todas as coisas que penso
Percorro outro caminho imperfeito
Ecoa a frase: Sinto-me
feliz
por haver tanta coisa que
não compreendo
Contudo deixo a pele continuar ardendo
Porque eu não sei o que eu fiz...”
É ironia da vida, tentar e não conseguir
Na verdade quando você não consegue
É preciso escolher outro caminho a seguir
Diz sempre o mesmo “... não se apegue!”
É ironia da vida, tentar e não conseguir
(...)
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