O tempo perece-se a cada segundo
E o meu sempre me contraria
Quando percebo se passaram os dias
O relógio reina soberano e onipotente
Vejo-me cansado na subida dos ponteiros
As pálpebras descem pra perder o presente
Encobre os meus pobres olhos por inteiro
Saudade de quando eu tinha dezesseis
E nenhuma ampulheta podia me parar
A velocidade me levava pra qualquer lugar
Lembro Fast to live, too fast to die
Sei que não fiz tudo o que eu queria fazer
Então rezo para Chronus me permitir
Já disse, dentro de mim há tanta vontade
Minha alma sagaz não tem idade
Deixo o tempo perecer, deixo sim
Já não ligo mais pra toda essa correria
O que me mantém vivo é a teimosia
Mas não deixo me roubarem o amanhã
Sonhos em longo prazo não residem nessa rua
Quem sabe um show do Kiss em Amsterdã?
São os planos que aceleram esse meu coração