Esse meu corpo não se satisfaz
Faz promessas de nunca mais
Outra vez promessas de bêbado
De um bêbado que não bebeu
Que sua ressaca é sempre lembrar
Do erro mundano que cometeu
Esse meu corpo não se satisfaz
É sempre magro e tão voraz
Mas quem o devora é a esfinge
E os erros ela cospe com os ossos
Pra mostrar meus pecados
Pra recomeçar do outro lado
O gigante prometeu desce do céu
Esse meu corpo recomeça
E não há nada que impeça
Basta ter um pouco de paciência
Sei que o empirismo vai imperar
Gosto de novas experiências
E essa tenho certeza que acertarei
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