domingo, 27 de novembro de 2011

O Tempo Perece


O tempo perece-se a cada segundo
E o meu sempre me contraria
Quando percebo se passaram os dias

O relógio reina soberano e onipotente
Vejo-me cansado na subida dos ponteiros
As pálpebras descem pra perder o presente
Encobre os meus pobres olhos por inteiro

Saudade de quando eu tinha dezesseis
E nenhuma ampulheta podia me parar
A velocidade me levava pra qualquer lugar
Lembro Fast to live, too fast to die

Sei que não fiz tudo o que eu queria fazer
Então rezo para Chronus me permitir
Já disse, dentro de mim há tanta vontade
Minha alma sagaz não tem idade

Deixo o tempo perecer, deixo sim
Já não ligo mais pra toda essa correria
O que me mantém vivo é a teimosia

Mas não deixo me roubarem o amanhã
Sonhos em longo prazo não residem nessa rua
Quem sabe um show do Kiss em Amsterdã?
São os planos que aceleram esse meu coração

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