segunda-feira, 25 de julho de 2011

Agradeço ao meu passado (II)

Vislumbro o mármore sépio do banheiro
Tal qual se mistura com meu cérebro
Sempre frio, calculado e agnóstico
E não mais conseguirei separá-los
Descrença e razão, prático ou teórico
Com o rosto grudado no chão gelado
Vejo flashes resumidos de minha vida
Os que me ensinaram a estar em pé
Mas porque estou deitado aqui?
Seria nostalgia dos meus erros saudáveis?
Não sei dizer, eu nunca sei...
Então levanto e me olho no espelho
Penso “Agradeço ao meu passado
Em conclusão, me encontro feliz
De tempos em tempos vou lembrar
O que me trouxe até esse lugar
E me deixou mais forte

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