E a piada perdeu a graça
Outro mês que se passa
Não sei mais o que é sorrir
Então me deixo afundar de uma vez
Ate meu pulmão se encher de areia
A figura muda, outra desgraça alheia
Às vezes me lembro daquelas histórias
Que o professor de matemática contava
Falava sobre mudar tudo a seu redor
Em se esforçar e no final conseguir glória
“A vaca e o monge”, assim eu intitulava
Eu sempre olho pra trás
Escrevo sobre ser audaz...
Mas o que é que me prende?
Sei que aqui dentro existe tanta vontade
No entanto, ainda não aprendi como usar
Areia, você não vai conseguir me matar
E eu nunca consegui ficar parado aqui
A toda hora uma dose de adrenalina
Faz com que meu coração acelere
Que eu possa levantar e construir
E ver o que a vida sempre me ensina
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