quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Eu Sangro


“São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!” – Florbela Espanca

Cheio como o Inferno
Um sino tocando no meio do meu sorriso
Batendo nos meus dentes
E durante todo o tempo
Como comida de vampiro
Eu sangro

Minha querida, por que nós estamos aqui?
Ninguém sabe
Nós vamos dormir respirando em fluxos
Minha mente se separa
Eu sangro

Há um lugar enterrado no oeste, em uma caverna
Com uma casa nela
Na argila, os furos da mão
Você pode colocar as mãos juntas com a minha
Eu sangro


Nenhum comentário:

Postar um comentário