segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sei Lá


Sei lá, queria saber me expressar
E não resumir minha vida em um “sei lá”
Acho que mesmo tendo ajeitado ela
Não consigo dizer o que mudou
Então eu escrevo com palavras estranhas
Coisas tristes vendem mais que alegres
E aqui ainda reside um “Coração Insano”

Ando por aí sem destino
Só pra saber onde a estrada vai dar
E quando ela acabar, eu volto pra casa
Mas ultimamente ela não está tendo fim
E amanhã estarei de volta pra continuar
Só pra desfrutar da companhia
e ainda encher meu caderno de poesia

Não mais vontade de encharcar-me de álcool
E depois tacar fogo e virar cinzas de cigarro
Em qualquer bar de beira de estrada
Dessas mesmo que eu costumo andar
Agora eu olho pra o que tenho a meu lado
Presto atenção no que eu não percebia
Nos lábios que dizem um simples “bom dia”

Continuo tentando descobrir o que é
Desvendar o que esse maldito “sei lá” significa
De repente ele e some por tempos
Mas às vezes acho que sente saudades de mim
E volta arrebentando com tudo
Libertando demônios, sorrisos e tristezas
E também a estática, os erros e as certezas

Nenhum comentário:

Postar um comentário