Dei o fora no primeiro trem.
Mal ficava em pé, nem sentia o chão.
Gente estranha que
me julga sem saber de onde vim, ou pra onde vou.
Desde cedo me
encontro sozinho,
crescendo nas
ruas, brincando nos trilhos.
Sorrisos, esmolas, barulho de tiro,
as vozes ecoam, escuto um grito ,
quanta gente veio ver circo se fechar,
luz se apagar, música de morrer.
Quantas vezes tenho que nascer
para retratar um passado vão?
Quantas vidas tenho que encenar?
Tudo em seu lugar
Que contradição!
Outra noite que eu erro o destino,
mas no escuro eu te encontro
eu não erro
sozinho,
as luzes, as armas, o corpo estendido,
me olha nos olhos, me mostra o caminho
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