Por vezes me via correndo em círculos,
tentando fugir e nunca conseguir.
Me via ancorado ao que eu não podia entender.
Em minha alma, uma galeria de quadros em pedaços.
Mas rezei minha reza de ateu,
torci para o tempo vir.
Ouço...é o tempo correndo
pelos poros, veias, rios e avenidas.
ouve, é a vida deslizando, sendo tecida, fugindo, andando.
Eis que surgiu você...
Hoje eu durmo com um sorriso displicente,
agora o que eu tenho é suficiente
e não importa tanto "porque" ou
"como"
fico em paz até pra pegar no sono.
Eis que surgiu você...
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