Encosto a cabeça no travesseiro
Fechos os olhos e começo a pensar
Sabe aqueles minutos antes de dormir
que a gente pensa em toda a vida? Pois é.
Até ai tudo bem, sempre está mesmo...
Mas derrepente aquela cicatriz começa a arder
Sim, aquela que eu tenho no rosto
Que mal lembro como foi que consegui
Só lembro que doeu. E como!
Era sangue jorrando pra todos os lados
Que só parou quando os fios pretos deram um novo visual
Isso aconteceu quando estava no meu tempo de reclusão
Apesar de nunca ter sido um presidiário
Eu fiz a minha própria prisão
Sem muros e grades pra me separar
Pois eu era tão inquieto e impaciente
Sempre quis ficar calmo
E curar-me de velhas manias e vícios
Eu sei, nunca ficamos calmos por completo
É preciso de alguém para cuidar da gente
É preciso de alguém para a gente cuidar
E até sei quem é essa pessoa
Ela tem o nome simples e tão bonito
Mas é preciso ter calma e paciência para conquistá-la
Encosto a cabeça no travesseiro
Sorrio, eu tenho todo o tempo do mundo
Afinal, eu não vou a lugar nenhum
A beleza esta em não ter pressa...
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