domingo, 7 de agosto de 2011

A Teoria do Tempo

E mais que de repente o tempo pára
O pêndulo do relógio pára inclinado
O ponteiro não se move, paralisa no tic
Para ficar na espera infinita do tac
Que talvez possa não acontecer mais

A prática da maldita teoria que inventei
Rio da minha desgraça, Teoria do Tempo...
Tudo congela ao nosso redor
Para revisarmos o que vivemos
Flashes da vida em forma de filme

Nunca pensei que isso fosse acontecer
E no lugar que não tenho nenhum orgulho
Aquela calçada que desde sempre odeio
Aquela que parece ser feita de entulho
Por que é toda desuniforme e quebrada
Nunca foi um caminho de tijolos amarelos

As pernas não se mexem, ancoram...
A âncora destrói um pouco mais a calçada
Nos olhos uma camada de gelo
Para eles não se mexerem durante
Ouve-se apenas o som do silencio
Até o rolo da película começar a rodar

Então começa a execução triunfal
O documentário de toda sua vida
Era para começar sorrir e chorar
Prazer e dor ao mesmo tempo
Porém na prática não funcionou
Acho que tenho o corpo fechado

Acho que é por que eu sei de cor essa história
A teoria do tempo aconteceu sempre
Só que nada paralisou em volta de mim
Se pudesse rir eu riria da minha teoria
Mas agora sou a minha própria cobaia
Rato de laboratório girando a roda

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