sábado, 4 de junho de 2011

Esfinge

O martelo bate na bigorna
despertador começa a tocar
a noite foi embora depressa
esta na hora de acordar

então levanto da minha cama
ontem ela foi meu templo
e apesar de meu corpo querer
agora ela já não serve mais

água gelada trinca o rosto
escova esmerilha os dentes
toalha esfolia com gosto
slow-motion e 3D toda manhã

Pálpebras querem se fechar
o café já não adianta
mesmo com bastante açúcar
espanca a garganta

Cansaço sai pelos poros
mas essa vida continua
e ela vai dizer outra vez
"decifra-me ou te devoro"

É, hoje eu preciso de mim
e dessa vida tão usual
pra vencer mais esse dia
tentar ser alguém normal

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