Outrora havia uma mulher que caminhava direita,
no entanto, ela era realmente coxa.
Caminhava ereta com botas novas,
mas digo-vos que os seus pés estavam descalços.
Ela vive para sempre.
Contudo, repousa sepultada numa câmara de ar fértil.
E se, sacudida do seu torpor, ela erguer-se-ia para escrever.
O que escreveria ela?
...
E então é oferecido nestes tempos otimistas embora enfermos,
uma lembrança de outro tempo como uma oração adicionada,
que na arte e no sonho possas prosseguir com um abandono,
que na vida possa prosseguir com equilíbrio e camuflagem...
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